As rinites constituem a principal causa de alteração da função nasal, onde a mucosa nasal é agredida, reagindo com aumento da permeabilidade capilar e edema mucoso, com obstrução nasal, aumento da secreção glandular, provocando secreção, e estimulação das terminações nervosas periféricas, provocando espirros.
Estima-se que 20 a 40% da população seja acometida por alguma das formas de rinite em algum momento da vida. A rinite pode ter origem infecciosa, alérgica, ocupacional, química, medicamentosa, hormonal e vasomotora. A rinite com maior prevalência é a alérgica, com incidência nos Estados Unidos entre 10 e 20%, segundo diversos estudos. A idade média de instalação é aos 10 anos, com 80% dos casos iniciando antes dos 20 anos. Na infância a incidência é maior nos meninos, o que se iguala na idade adulta.
As formas de tratamento clínico incluem o uso de corticóides tópicos e sistêmicos, vasoconstrictores e anti-histamínicos. Outra possibilidade é a manipulação de vacinas com base na positividade dos testes cutâneos a alérgenos específicos, num esquema de dessensibilização.
Pode-se considerar como crônica toda rinite com mais de seis meses de evolução, ocorrendo em torno de 10% da população portadora de rinite, o que habitualmente leva ao desenvolvimento de hipertrofia irreversível dos cornetos.
O principal sintoma ocasionado pela rinite crônica é a obstrução nasal que, caracteristicamente, não é reversível com as diversas formas de tratamento clínico, necessitando de procedimentos cirúrgicos que objetivem a redução do volume tecidual.
A indicação cirúrgica também ocorre quando há hipertrofia compensatória do corneto inferior contra lateral a um desvio septal, hipertrofia do osso próprio do corneto ou quando há degeneração polipóide da mucosa.
Os principais tratamentos cirúrgicos dos cornetos incluem as turbinectomias, turbinoplastias e as terapias intersticiais submucosas. As turbinectomias podem ser parciais ou totais que envolvem, respectivamente, ressecção de parte ou de todo o corneto.
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